
Desde que estava grávida ficava imaginando como seria cortar as unhas da “mini” mão da Mariana. Quem cortaria? Eu? Mas quem me ensinaria a fazer isso?
Bom, acabei aprendendo a cuidar das unhas da pequena na raça. Mas não cortando, obviamente. Aprendi a lixá-las com uma mini, micro, quase invisível lixa de unha, feita para bebês.
Desde então vem dando tudo muito certo. O processo é simples: a Mari dorme e eu parto para o ataque, lixando todas as unhas delicadamente, uma a uma. Sempre ficam lindas, bem aparadinhas, modéstia parte.
Ontem, no entanto, resolvi inovar e me ferrei. Aliás, ferrei a Mariana. Pela primeira vez usei o cortador de unhas que ela ganhou no chá de bebê. Uma graça! Pena que é tão pequeno quanto os dedos dela e que enxergar a navalha desse troço é praticamente impossível. Mesmo assim, fui em frente, crente que daria tudo certo.
Mirava unha a unha e... “tlec” ...cortava um pedacinho. De pedacinho em pedacinho, acabei a primeira mão me sentindo vitoriosa!! Na segunda mãozinha, mais confiante ainda, resolvi ir rapidinho pra acabar logo.
De repente, o anjo que dormia placidamente em meu colo, virou uma fera. Ficou vermelha, roxa, azul e depois de alguns segundos... soltou um sonoro “uééééé”, seguido de outros milhares até quase perder o fôlego.
E eu – que não pude nem enxergar onde e o que tinha acontecido – só conseguia pedir desculpas, tentando acalmá-la. Passada a choradeira, fui ver onde estava o estrago e notei que, bem na pontinha do dedo indicador, havia a marca crucial do meu crime. Um cortezinho SUPER considerável para aquela mão enooorme. Ainda bem que os bebês crescem e não se lembram de nada... pelo menos, assim espero!

