domingo, 31 de janeiro de 2010

Solta isso já, Mariana!

A Mariana se encantou de tal maneira com o mini vasinho de flores que enfeita a lixeira do trocador que olha fixamente pra ele toda vez que vamos trocar a fralda. Desde que reparei nisso, fazia a mesma pergunta: Você gostou das flores, filha? Põe a mãozinha nelas. Olha como são lindas!

E ela, toda feliz, ia com a mãozinha até o vasinho e tocava nas flores.

Dia desses, tava super atrapalhada limpando um cocozão que tinha sujado até a alma da criança, quando de repente escuto um: ahh! (daqueles bem danadinhos de satisfação).

Quando olho, lá está ela chacoalhando o vasinho de cerâmica na mão, obviamente já descolado da lixeira, como se fosse um troféu. Minha reação foi uma só:

- Ai, ai, ai, ai, ai. Menina feia. Solta isso já, Mariana! Mamãe rodou que nem peru na feira de gestante pra achar essa lixeira, com o pé que parecia aquele pão gigante do Frango Assado e vem você e estraga tudo em 5 segundos. Não, não, não, não, não!

E o pior é que ela nem se abalou com a minha bronca. Ficou rindo pra mim e segurando tão forte as florzinhas que tive abrir dedinho por dedinho pra fazer a menina largar o vaso. Eu mereço?

Anônima querida, mas sem noção

Dia de limpeza no armário da Mari para separar roupas que não servem mais. A conversa aconteceu mais ou menos assim:

Eu: E essa calça jeans? Não serve mais, né?
Anônima: Que tamanho é?
Eu: É um P de bebê. É bem pequenininha.
Anônima: Ah! Agora com certeza já não serve mais não. Mas pode guardar no armário porque quando ela tirar a fralda, lá pelos dois anos de idade, vai usar novamente essa calça. É que agora a fralda faz volume na roupa e, por isso, a calça fica mais apertadinha.
Eu: ?!?!?!?!?!

Ô, cara pálida! Como assim? E a criança? Não cresce não, é? Na hora, nem contrariei porque a pessoa fez aquela cara de que tinha certeza do que tava falando. Mas depois, não resisti e rimos muito da situação. Ficamos imaginando a cena da Mari tentando entrar na micro calça jeans daqui 2 anos:

- Encolhe a barriga, filha! Prende a respiração. Vai! Deixa a mamãe te ajudar. Eu puxo de um lado e você do outro, tá bom? Vamos lá.

Tadinha! E não dá nem pra dizer que “ninguém merece” essa anônima sem noção - que me proibiu de identificá-la - porque ela é tudo de bom que existe em nossas vidas, não é filha? Rs.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Outro dia o Alex ensinou a Mariana a fazer carinho. Passou a mão bem de levezinho no rosto dela e disse: “Carinho na Mariana”.
Na sequência, pegou a mãozinha dela e fez o mesmo no rosto dele, dizendo: “Carinho no papai”. E repetiu esse mesmo “exercício” diversas vezes.
Hoje, dias depois, eu, a mais animada, resolvi fazer o mesmo. Logo pela manhã, fiz o exercício algumas vezes na expectativa de arrancar algum gesto proativo por parte dela. E não é que deu certo!
Não demorou muito e ela retribuiu ao meu gesto. Foi só eu dizer “carinho na mamãe” pra ver aquela mãozinha pequenina vindo na direção do meu rosto. Ela tocou bem de mansinho na minha bochecha e ficou me olhando.
Ai gente! Na hora, fiquei tão empolgada que só deu tempo de dizer: “Muito bem, filha, muito bem!”. E saí mais do que correndo até a sala, deixei ela deitadinha no berço e voltei segundos depois com o Bob Hildefonso nas mãos - para quem não o conhece, Bob é um dos melhores amigos de pelúcia da Mari (foto).
Ela adora o Bob, por sinal. Então, resolvi testar se a onda de carinho dava certo com ele também. E ela fez direitinho. Carinho na Mariana. Carinho na mamãe. Carinho no Bob. Posso com isso?


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Que situação...

Pessoal,

Olha a situação do cara...

Não deve ser fácil não!

Mas que é engraçado, ah!, isso é.

Abs, Alex



segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Os anjos da nossa vida

Não. Não vou filosofar sobre anjos. Quero somente agradecer os anjos reais e de carne e osso que existem em nossas vidas. Eles são pessoas especiais e sensíveis ao nosso momento. Capazes de se doar por inteiro ou de simplesmente oferecer um sincero abraço. Muitas vezes, podem estar distantes daqui. Mas estão sempre aqui. Dentro da gente. E não vão embora jamais. Nunca irão. Sabemos disso. Então, obrigada por hoje e por sempre, em meu nome, em nome do Alex e da Mari. Muito obrigada a vocês, que são os nossos eternos “anjos da guarda”.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

De duas, uma

Outro dia saí com a Mari para ir à padaria e ela usava body e shortinho azuis. Para dar uma quebrada no tom coloquei no cabelinho dela uma presilha de strass, daquelas de tic-tac, e uma sandalinha de paetês bem pequenininhos branquinha também.

Apesar do brilho, tudo era bem delicadinho. Bem coisa de menina. Além disso, ela estava de brinco e pulseira de pedrinhas coloridas, como de costume.

No caminho, duas pessoas já de idade, mas nem tanta, elogiaram a Mariana, em diferentes momentos.

Cruzamos com a primeira senhora no elevador do nosso prédio e ao ver a Mariana ela disse: “Nossa que menininho lindo! Um bonequinho. Ele é grande, né?”. E o elevador chegou ao térreo, ela abriu a porta, nós saímos, ela sorriu pra mim, muito simpática, por sinal, e nem deu tempo de dizer que meu bebê era uma menina.

A segunda senhora, por sua vez, encontramos esperando para atravessar a rua. O comentário foi mais breve pela falta de tempo: “Que menino bonito. Quantos meses ele tem?”. E eu respondi: “Três”, encerrando a conversa que nem havia começado ali mesmo.

Isso me faz chegar à seguinte conclusão: ou elas são tão tradicionais que meninas não podem vestir azul ou são tão liberais que meninos já podem usar tic-tac de strass, brinco, pulseira e sandália de paetês. Rsrsrs. De duas, uma.

Deu ciúme

Sempre quis que o Alex participasse mais das mamadas da noite. Não que ele não participe. Ele é um pai super presente. Sempre levanta, vai até a cozinha, prepara o mamá, volta pro quarto da Mari, pinga o Rinosoro no nariz da pequena e volta a dormir. E eu, enquanto isso, troco a fralda e depois dou a mamadeira, ponho pra arrotar e devolvo pro berço novamente. Essa é a rotina da noite.

Só que p’reu poder descansar um pouco mais queria, justamente, que ele fizesse, pelo menos algumas vezes, essa última parte, que é a mais longa e cansativa. Só que minhas tentativas sempre vinham sendo frustradas.

Nesta última noite, no entanto, para minha surpresa, tocou o despertador e mais que rapidamente o Alex pulou da cama e nem me chamou. Como eu estava muito cansada, fiquei dormindo mais um pouquinho esperando ele me chamar. Esperei, esperei, esperei... e nada. Até que resolvi levantar.

Fui até o quarto da Mari e lá estavam os dois. Ela no trocador, já de bumbum pro alto e sem fralda, e ele, o pai mais orgulhoso do mundo, tentando, ao mesmo tempo, segurar as perninhas dela e pegar o algodão pra molhar na água. Cheguei justo neste momento, em tempo de ajudar.

O mais engraçado foi a cara dela quando eu entrei no quanto. Foi aí que ela se deu conta de que quem estava trocando a fralda era o pai. Ela olhou pra ele e virou a cabecinha pra mim novamente e fez uma cara do tipo: “não tô entendendo!”. E começou a alternar o olhar entre eu e o Alex, várias vezes, sem parar. Caímos na risada.

Trocada a fralda, pai e filha se acomodaram na cadeira de amamentação e eu voltei pra cama para dormir. Mas tenho que confessar que demorei pra pegar no sono e fiquei com uma pontinha bem grande de ciúme do papai. Vai entender...

sábado, 9 de janeiro de 2010

Férias na Praia!

Lá fomos nós para Santos passar Natal e Ano Novo. E apesar de bem pertinho de São Paulo, nossa ida à praia foi, literalmente, uma grande viagem.

Nós três (eu, a Mari e o Alex) tivemos que ir em dois carros. Sim! Dois carros. Isso mesmo! Foi uma mudança. Levamos    T-U-D-O da Mariana. Toalhas de banho, fraldas, chupetas, termômetros, móbile, babá eletrônica, maletinha de homeopatias e remédios, cadeirinha de balanço, esterilizador, brinquedinhos, inalador, moisés, bebê conforto, carrinho, além de todas as roupinhas P e sapatinhos 14. Até porque se não levássemos tudo desses dois últimos itens era bem capaz de não servirem mais no nosso retorno...

Apesar da mudança, foi tudo incrível. A vovó Teresa e o vovô Roberto (que veio nos buscar para ajudar a levar as tralhas) estavam ansiosos pela chegada da Mariana. Compraram berço, banheirinha, fralda descartável, algodão, pomada, cotonete e até trocaram o carpete da casa por um novinho em folha. Uns fofos! Enfim, ficamos super bem instalados.

O que pegou mesmo na viagem foi o calor. Que calorão! Quase 40 graus. A Mari é que não gostou nada nada dessa parte. Ficou praticamente o tempo todo no ar condicionado. Foram raros os passeios na rua e as idas ao quintal de casa que não deixaram as bochechas da minha pequenina vermelhas de calor. E eu que desci a serra crente que ia dar uma voltinha com ela na praia...

Lá em Santos recebemos visitas praticamente todos os dias. Vários amigos foram lá conhecer a Mari e muita gente querida da família também. Adoramos receber o carinho de todos. Muito obrigada!

Outro encontro pra lá de esperado, pelo menos por mim e pelo Alex, foi o da Mari com a Vida Maria, nossa cachorra salsichinha. A Vivi é praticamente nossa “primogênita” e tínhamos a certeza de que ela ficaria com ciúmes da Mari. Pensamos de tudo. Só não imaginamos que ela ignoraria totalmente a presença dela. E foi exatamente isso o que aconteceu.

Assim que a Mari entrou na casa, fiz a tão sonhada apresentação das duas:

- Vida, essa é a sua irmãzinha Mariana.
- Mariana, essa é a sua irmãzinha de pelo, a Vida.

Não deu outra. Suuuper simpática, a Vivi deu duas cheiradinhas no pezinho da Mari, virou a cara e saiu rebolando seu bumbunzinho empinado, jeitinho típico dos Cofap. Posso?

E não pensem que essa relação - que a meu ver deveria ser fraternal desde o início - melhorou ao longo dos dias. Ela continuou ignorando a Mari e a Mari nem tchum pra existência dela... pelo menos ainda! Só quero ver quando a Mari descobrir que os au-aus existem... a Vida que se cuide.

Gente, feliz 2010 pra todo mundo. Tenho certeza que este ano vai ser muito, muito especial. Um beijo bem grande e saudade de todos vocês!