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domingo, 31 de janeiro de 2010

Anônima querida, mas sem noção

Dia de limpeza no armário da Mari para separar roupas que não servem mais. A conversa aconteceu mais ou menos assim:

Eu: E essa calça jeans? Não serve mais, né?
Anônima: Que tamanho é?
Eu: É um P de bebê. É bem pequenininha.
Anônima: Ah! Agora com certeza já não serve mais não. Mas pode guardar no armário porque quando ela tirar a fralda, lá pelos dois anos de idade, vai usar novamente essa calça. É que agora a fralda faz volume na roupa e, por isso, a calça fica mais apertadinha.
Eu: ?!?!?!?!?!

Ô, cara pálida! Como assim? E a criança? Não cresce não, é? Na hora, nem contrariei porque a pessoa fez aquela cara de que tinha certeza do que tava falando. Mas depois, não resisti e rimos muito da situação. Ficamos imaginando a cena da Mari tentando entrar na micro calça jeans daqui 2 anos:

- Encolhe a barriga, filha! Prende a respiração. Vai! Deixa a mamãe te ajudar. Eu puxo de um lado e você do outro, tá bom? Vamos lá.

Tadinha! E não dá nem pra dizer que “ninguém merece” essa anônima sem noção - que me proibiu de identificá-la - porque ela é tudo de bom que existe em nossas vidas, não é filha? Rs.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Que situação...

Pessoal,

Olha a situação do cara...

Não deve ser fácil não!

Mas que é engraçado, ah!, isso é.

Abs, Alex



quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

De duas, uma

Outro dia saí com a Mari para ir à padaria e ela usava body e shortinho azuis. Para dar uma quebrada no tom coloquei no cabelinho dela uma presilha de strass, daquelas de tic-tac, e uma sandalinha de paetês bem pequenininhos branquinha também.

Apesar do brilho, tudo era bem delicadinho. Bem coisa de menina. Além disso, ela estava de brinco e pulseira de pedrinhas coloridas, como de costume.

No caminho, duas pessoas já de idade, mas nem tanta, elogiaram a Mariana, em diferentes momentos.

Cruzamos com a primeira senhora no elevador do nosso prédio e ao ver a Mariana ela disse: “Nossa que menininho lindo! Um bonequinho. Ele é grande, né?”. E o elevador chegou ao térreo, ela abriu a porta, nós saímos, ela sorriu pra mim, muito simpática, por sinal, e nem deu tempo de dizer que meu bebê era uma menina.

A segunda senhora, por sua vez, encontramos esperando para atravessar a rua. O comentário foi mais breve pela falta de tempo: “Que menino bonito. Quantos meses ele tem?”. E eu respondi: “Três”, encerrando a conversa que nem havia começado ali mesmo.

Isso me faz chegar à seguinte conclusão: ou elas são tão tradicionais que meninas não podem vestir azul ou são tão liberais que meninos já podem usar tic-tac de strass, brinco, pulseira e sandália de paetês. Rsrsrs. De duas, uma.